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Fernando Pessoa, o poeta que marcou Lisboa

Fernando Pessoa
By Joana CIDADES . 4 years
Categories :
Cultura

Outra vez te revejo – Lisboa e Tejo e tudo -,
Transeunte inútil de ti e de mim,
Estrangeiro aqui como em toda a parte,
Casual na vida como na alma.

Lisbon Revisited (1926) de Álvaro de Campos (Heterónimo de Fernando Pessoa)

 

O percurso da vida de Fernando Pessoa

O ilustre poeta português, Fernando Pessoa, nasceu em Lisboa a 13 de Junho de 1888 e é considerado um dos maiores poetas europeus do século XX. Poucas vezes deixou a cidade em adulto, mas passou nove anos da sua meninice em Durban, na África do Sul, onde o seu padrasto era o cônsul português. Pessoa, então com cinco anos, era um rapaz tímido e cheio de imaginação, assim como um aluno brilhante.

 

Aos 17 anos voltou para Lisboa, para frequentar o Curso Superior de Letras, mas abandonou-o, tornando-se um auto-didata e estudando livros de filosofia, religião, sociologia e literatura na Biblioteca Nacional. A partir daí, viveria em Lisboa entre os bairros do Chiado, Baixa e Campo de Ourique até ao final da vida. Durante este período produziu intensamente poesia e prosa em inglês e, por volta de 1910, já escrevia muito em português também. Publicou o seu primeiro texto em 1913 e os primeiros poemas em 1914.

 

Trabalhou como tradutor e publicitário, mas foi na literatura que deixou a sua marca. No entanto, o seu génio literário só foi plenamente reconhecido após a sua morte, quando contava 47 anos. Pessoa foi mais longe na criação de novas tentativas artísticas e literárias. É um poeta universal, pois deu ao mundo uma visão simultaneamente múltipla e unitária da Vida, através dos seus célebres heterónimos.

 

O poeta marcou profundamente o movimento modernista português embora, aquando da sua morte, ainda só tivesse publicado uma obra na sua língua materna, deixando a famosa arca recheada de textos inéditos. Muitos portugueses e brasileiros que visitam Lisboa procuram conhecer os lugares percorridos por Pessoa, assim como o seu túmulo que se encontra no Mosteiro dos Jerónimos.

 

Largo de São Carlos

Foi aqui que nasceu Fernando Pessoa, em frente ao Teatro de São Carlos, o teatro em que o seu pai exerceu a atividade de crítico musical. O poeta viveu nesta zona até completar cinco anos, o que explica a placa que se encontra na fachada do edifício a recordar o seu nascimento. À frente deste encontra-se a estátua “Hommage a Pessoa”, uma escultura de bronze com 4 metros de altura inaugurada em 2008, por ocasião do aniversário do poeta.

 

Café A Brasileira

Fernando Pessoa era frequentador assíduo do café A Brasileira, daí ter sido colocada uma estátua de bronze à sua imagem, sentado a uma mesa da esplanada. Este local é um ponto de atração para os turistas, que param para tirar fotografias com o poeta.

 

A Licorista

No tempo de Fernando Pessoa o restaurante A Licorista ainda era um bar, e foi aí que foi tirada uma das poucas fotos do poeta português. Pessoa tinha o hábito de parar n’A Licorista para beber um licor ou uma ginginha. A fotografia do escritor a beber foi recriada num painel de azulejos, que pode ver neste restaurante, que se situa no nº 218 da Rua dos Sapateiros.

 

Casa Fernando Pessoa

A última residência de Fernando Pessoa, onde o poeta viveu de 1920 a 1935, situa-se no bairro de Campo de Ourique e hoje é um museu e um espaço cultural. Nela pode ver objectos pessoais do autor, assim como uma biblioteca, manuscritos e a famosa arca.

 

Elétrico 28

O famoso elétrico 28 era o meio de transporte mais utilizado por Fernando Pessoa nas suas deslocações entre Campo de Ourique, onde morava, e o Chiado. Este é, ainda hoje, o meio de transporte mais utilizado entre estes dois bairros.