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Onde fica? Fika na Parede

Fika na Parede
Par João GALVÃO Il y a 3 ans

O mais recente sítio para comer saudavelmente (mas com sabor!) na linha de Cascais é o Fika da Parede.

 

Nuno Bernal Figueiredo é o chef e voltou do Gabão para abrir um café de inspiração nórdica, a começar no nome. Fika é uma expressão sueca sem tradução direta para português, mas podemos avançar qualquer coisa como “pausa” ou “pausa para café”. Nuno vai mais longe e diz-nos “eu acho que é balda ao trabalho e aproveitar para beber um café”.

 

Qual a tua formação?

Pouca mas refinada! (risos)! Frequentei um curso de cozinha e pastelaria. Fui sempre mau aluno na escola; nas artes e trabalhos com as mãos tive sempre notas altas, nas restantes disciplinas sempre me dispersei e não tinha por elas qualquer interesse.

 

Qual o conceito do Fika?

O Fika poderia ter sido qualquer coisa. Voltei do Gabão com a ideia de abrir um negócio e andei durante dois meses à procura de um espaço conforme as minhas necessidades e meios. Cheguei mesmo a equacionar mudar-me para Vila Nova de Cerveira, para teres uma ideia da dimensão da coisa. Fiquei-me pelo ponto de partida, aqui na Parede. Acho que para sítio, lugar ou rua a ideia de um conceito só poderia surgir após e nunca antes de entender as necessidades de quem lá vive. Mas por vezes também me engano.

 

Porquê este conceito?

Na Parede existem cafés à razão de “um por cada metro quadrado” e metade deles estão abertos há mais de 30 anos, e claro, têm já os seus clientes fidelizados. Na verdade apeteceu-me fazer um café diferente mas sem perder essa tradição. Não quis competir com os vizinhos, e decidi explorar as mudanças e tendências atuais do consumidor, mas sem cair no pretensiosismo. É um conceito meio nórdico, daí o nome.

 

De que prato te orgulhas mais de servir?

Qualquer um que me faça sentir que entra na alma de quem o prova.

 

Vieste de fora para abrir o Fika. De onde e o que fazias lá?

Do Gabão. Um país especial e irritante. A força do poder estraga estas preciosidades. Fui por convite de um amigo para recuperar e dar nova vida a dois restaurantes que estavam mal tratados. Foi um êxito em qualquer um deles e possivelmente o trabalho mais gratificante que tive até hoje: a liberdade de exprimir as minhas vontades e sonhos, trabalhar em calções e “desenrascar” as coisas naquele meio.

 

Porque voltaste?

A crise económica do país.

 

Quanto custa almoçar no Fika?

Custa pouco. Para teres uma ideia um sumo natural mix frutas custa 2 euros e uma refeição ligeira 5.

 

Quando chegas a casa, depois de trabalhar na cozinha, gostas de comer o quê?

Qualquer coisa que não tenha sido feita por mim. Antes um vinho.

Fika

Segunda a sexta das 7h30 às 20h00

Sábados das 8h00 às 17h00

“Domingo sofá”, diz Nuno.

Rua Dr. Francisco Sá Carneiro, 61 A, Parede

961 113 487