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ARCOLisboa na Cordoaria, uma ponte ibérica para o mundo

ARCOlisboa 2018
By João GALVÃO . 2 years
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Cultura

Desde 2016 que a ARCO, feira internacional de arte contemporânea, escolhe Lisboa para além e apenas de Madrid

 

Em 2018 esta é provavelmente a melhor e maior feira de arte contemporânea em Portugal: na terceira edição da ARCOlisboa estarão 1.800 profissionais, 72 projetos e galerias nacionais e internacionais presentes – um aumento de 22,5% em relação às edições anteriores – entre 17 e 20 de maio na Cordoaria Nacional, a Belém.

 

 

"Twins" (da série Cinema Karl Marx), por Mónica Miranda em 2017, impressão jacto de tinta sobre papel fine art, 60x90cm, exposta no espaço da galeria Carlos Carvalho Arte Contemporânea. Na foto de abertura deste artigo, "Viaticus", maqueta do espaço exterior da ARCOIlisboa 2018, pelo atelier JQTS - João Quintela & Tim Simon.

 

O corpo principal da ARCOlisboa é composto por entidades nacionais e estrangeiras, vindas do Brasil, dos Estados Unidos da América, da vizinha Espanha, da Colômbia, da Áustria, do Reino Unido, de Itália e do Peru, entre outros. Destas, 50 galerias foram selecionadas pelo Comité Organizador, e 12, que compõe a secção Opening, são galerias nacionais e internacionais com menos de sete anos de existência, selecionadas por João Laia, comissário português para a ARCOlisboa. É uma espécie de mostra do sangue novo do panorama internacional artístico, a vanguarda da contemporaneidade.

À esquerda "Untitled Swimming", por Jitka Hanzlova, impressão, 27x18cm, trazida pela F2 Galeria, e à direita "Milk on Pavement", por Maria Laet em 2008, impressão a jacto de tinta sobre papel de algodão, 100x80, da galeria 3+1 Arte Contemporânea

 

A grande novidade  é a secção Projetos, onde 10 propostas ocuparão o Torreão Poente da Cordoaria, uma para cada artista, onde Revólver ou José Carlos Martinat, têm a oportunidade de ter a sua própria mostra/projeto delineados dentro do todo que é a ARCOlisboa.

 

 

No novo espaço Opening, "Leisure", instalação trazida pela galeria Bombon, de Barcelona.

 

Haverá ainda um conjunto de palestras com o colecionismo como destaque: a crítica e curadora de arte Isabel Carlos apresentará o programa “Em que estou a trabalhar?”, revelando os mais interessantes projetos artísticos em desenvolvimento em Portugal e lá fora. 

A não perder também um Fórum dos Museus, onde serão analisadas e discutidas as semelhanças e diferenças entre os Museus portugueses e os seus congéneres estrangeiros, e o II Encontro de Museus da Europa e da Ibero-América, dirigido por Pedro Gadanho, diretor do MAAT.

 

 

À esquerda "O/O_01", por Pedro Tudela em 2018, mdf, borracha, espelho e vidro, pela KubrikGallery, e à direita "Arquitecturas de la intimidación", por Marco Godoy em 2018, estruturas para vedações e aço, pela galeria Max Estrella, em Madrid.

 

Outra novidade é o espaço “As tables are shelves”, onde Luiza Teixeira de Freitas seleciona editoras e livrarias portuguesas independentes, especialmente viradas para esta fileira.

 

 

"Bordes", por Jose Luis Landet em 2016, margens recuperadas de telas pintadas, no espaço da galeria NF/Nieves Fernandez, de Madrid.

 

Estes quatro dias, que trarão a Lisboa visitantes e expositores um pouco de todo o mundo, são aproveitados pela cidade para inaugurar dezenas de exposições e apresentar outros eventos culturais a um público que antes do mais procura a mais recente produção artística contemporânea.

 

 

"Beans Cosmos", por Satoshi Hirose em 2014, resina acrílica, feijões, ouro, bola de vidro, plástico, mapa e liquidambar styraciflua, 10x10x10cm, a ver no espaço da Galleria Umberto di Marino, de Nápoles

  

O espaço em si é uma mais valia para o evento: a Cordoaria Nacional, edifício histórico, espraiado ao longo do Rio Tejo, é uma longa galeria contínua, e pelas janelas entra uma das belas luzes naturais da Europa, a luz de Lisboa que fotógrafos e artistas têm procurado para trabalhar e que agora procuram para expor. 

O layout do espaço foi desenhado em colaboração com a Trienal de Arquitetura de Lisboa, tirando partido deste edifício raro e carismático, típico da arquitetura industrial do século XVIII.  

 

 

ARCOlisboa 2018 

Cordoaria Nacional

Avenida da India, a Belém

1300-342 Lisboa

17 a 19 de maio, das 14h00 às 21h00

20 de maio, das 12h00 às 18h00

Custo geral da entrada €15, €5 para estudantes, com vendas brevemente online no site oficial

 

Mais info aqui

 

 

Imagens cedidas pela organização