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Já abriu a Casa dell’Arte, um hotel onde a arte é rainha

Casa dell’Arte
Par Inês ALMEIDA Il y a 7 mois
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Hotelaria

Uma das caraterísticas que torna este hotel de luxo tão especial é a sua forte componente artística

 

Ahu Serter conheceu Lisboa há cinco anos, antes da capital portuguesa estar nas bocas do mundo. Desde então, a empresária turca procurou afincadamente uma propriedade que lhe enchesse as medidas. “Não queria um projecto muito grande ou moderno, mas sim algo intimista”, recorda. Foi assim que nasceu a Casa dell’Arte, no Campo de Santa Clara, uma unidade hoteleira de luxo que conta apenas seis suites.

 

A Casa dell’Arte foi construída em 1783, sendo que este belíssimo edifício antigo conta com uma fachada de azulejos que “obriga” os transeuntes a parar para tirar fotografias. “Este espaço foi feito para mim, não só pela história que continha, mas também pela forma como estava preservado”, conta Ahu Serter. O bom estado do edifício fez com que não precisasse de renovações de maior, sendo que a empresária optou por preservar a sua traça arquitetónica.

 

 

Casa dell'Arte

A vista do hotel e detalhes do interior

 

 

Uma das caraterísticas que torna este hotel de luxo tão especial é a sua forte componente artística. Basta deambular dois minutos pela Casa dell’Arte, para perceber que a arte está em cada esquina. Até na casa-de-banho! “Algumas pessoas acham que a arte só deve estar exposta nos melhores sítios, mas para nós a arte deve estar em todo o lado”, explica a empresária. O espólio artístico presente na Casa dell’Arte provém da coleção familiar de Ahu Serter. “Somos dos maiores colecionadores de arte da Turquia”.

 

“Os meus pais começaram por coleccionar arte moderna turca”, recorda. A irmã de Ahu é curadora da Goldsmiths, por isso foi por causa dela que começaram a “adicionar à colecção mais fotografia e arte moderna”. Agora “que estamos em Lisboa, estamos a adicionar artistas portugueses”. Um destes artistas é Miguel A. Rodrigues, que nos últimos anos se tem dedicado à análise artística do Barroco.

 

Uma das peculiaridades deste alojamento é que a sua decoração casa na perfeição a estética portuguesa e a turca. “Todos os empreendimentos que via em Portugal eram modernos e minimalistas. Eu queria manter a essência portuguesa e acho que esta se conjuga muito bem com a decoração turca”, diz Ahu Serter. “A nossa carpete é a masterpiece aqui do sítio, é única no mundo. Mas todas as peças se conjugam bem, não se consegue diferenciar uma cultura da outra”, acrescenta.

 

 

Casa dell'Arte

 

Um dos quartos da Casa dell'Arte

 

 

O objetivo da empresária não passa apenas por ter um hotel de luxo com um conceito fora do vulgar. A Casa dell’Arte, tal como o nome indica, também pretende funcionar como um local de passagem para os artistas, sendo que esta vai ter uma constante rotatividade das suas obras, assim como workshops e um programa de residência artística. Além disso, este hotel também possui uma galeria, uma livraria e uma cafetaria. “O nosso objetivo não passa apenas por ter mais obras de arte para colocar nas paredes, mas também por ter os artistas aqui a colaborar connosco e a fazer workshops”, explica Ahu.

 

Caso não tenha intenções de pernoitar na Casa dell’Arte, pode só parar para apreciar as vistas e experimentar o famoso café turco. “O café turco tem uma particularidade engraçada”, diz Ahu Serter. “Depois de o bebermos, podemos ler a nossa sorte no interior da chávena”, explica. Na Turquia diz-se que uma chávena de café contém quarenta anos de sabedoria e valor acrescentado. “Quando eu ofereço uma chávena de café a alguém, é como se lhe estivesse a oferecer a minha amizade por 40 anos. Porque numa hora de conversa podemos abarcar muitos anos de vida, se formos eficientes”, graceja.

 

 

Ahu Serter

 

Ahu Serter

 

 

É notória a adoração de Ahu Serter por Portugal no seu discurso. “Portugal é como alguns países europeus há vinte anos atrás, ainda é tudo ‘naïve’ e permanece quase intocado”, diz. “Portugal para mim não é uma cidade europeia estandardizada, tem o seu próprio sabor, tal como Istambul”, acrescenta. Para Ahu, o maior elemento diferenciador são as pessoas. “Outra coisa que eu gosto em Portugal é que não existe descriminação em relação a ninguém, não há preconceito. Numa altura tão conturbada a nível mundial em termos de tolerância, penso que Portugal é um bom exemplo. Convida as pessoas a entrar, a revitalizar o país.”

 

 

Saiba mais sobre a Casa dell’Arte aqui.