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Panorâmico de Monsanto vai passar a funcionar como miradouro

Panorâmico de Monsanto
Par Inês ALMEIDA Il y a 5 ans
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Atividades Lisboa

O antigo restaurante panorâmico de Monsanto encontra-se ao abandono desde 2001

 

O antigo restaurante panorâmico de Monsanto foi inaugurado em 1968 e é da autoria do arquiteto Chaves da Costa. Depois disso foi um bingo, serviu de escritório e até foi armazém de materiais de construção civil. Localiza-se no Alto da Serafina, no Parque Florestal de Monsanto em Lisboa e tem sete mil metros quadrados. Desde 2001 que se encontra ao abandono, extremamente degradado, e é visitado por curiosos que querem aproveitar a vista única que este tem sobre a cidade.

 

Face a esta curiosidade, a Câmara Municipal decidiu fazer obras para tornar o espaço mais seguro para quem o visita. Algumas partes do edifício já foram emparedadas e têm sido realizados trabalhos de limpeza no espaço. A ideia é que o panorâmico de Monsanto esteja minimamente requalificado para fazer as vezes de miradouro nos próximos meses.

 

“Até ao final do mês, vão ser postos alguns gradeamentos para as pessoas poderem usufruir da extraordinária vista que aquilo tem. Isto poderá acontecer em agosto, com tudo limpo e lavado. Aquilo pode ser um miradouro até termos uma decisão sobre o que fazer lá”, afirmou o vereador de Estrutura Verde José Sá Fernandes, na Assembleia Municipal de Lisboa de 11 de Julho.

 

O destino final do espaço, no entanto, só vai ser decidido no próximo mandato da autarquia, após as eleições de 1 de Outubro. O presidente da câmara, Fernando Medina, afirmou na mesma ocasião que “a nossa intenção, não neste momento, mas no próximo mandato, se viermos a manter as funções que temos, é, em primeiro lugar, lançar um concurso de ideias sobre qual a utilização e o destino relativamente a um equipamento desta natureza”.

 

Para já, o objetivo é fazer com que as pessoas participem com ideias ou apresentem projetos para o espaço. Relativamente a isso, Fernando Medina explicou que “não temos ainda projetos concretos para o edifício, nem de uso, muito menos de arquitetura ou de execução”.

 

Fonte: NiT