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Chineses impulsionam crescimento do turismo mundial em 2017

Turismo Mundial
Par Inês ALMEIDA Il y a 3 ans
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Turismo sustentável traz oportunidades de bem-estar económico e de desenvolvimento

 

O turismo mundial cresceu 6% em 2017, relativamente ao ano anterior, atingindo máximos de sete anos e superando as expectativas dos especialistas da Organização Mundial do Turismo (OMT). Esta informação foi dada por Zurab Pololikashvili, novo secretário-geral da OMT, que afirma que o setor foi maioritariamente impulsionado por turistas chineses.

 

De acordo com os dados da OMT, a chegada de turistas estrangeiros à Europa atingiu os 671 milhões em 2017, aumentando 8% em comparação com o ano anterior. “O crescimento foi impulsionado pelos resultados extraordinários da Europa do Sul e do Mediterrâneo (+ 13%) ”, refere o documento, sublinhando que “a Europa Ocidental (+ 7%), a Europa do Norte e a Europa Central e a Oriental (ambos + 5%) também apresentaram um crescimento sólido”.

 

Zurab Pololikashvili destacou a importância da China como mercado emissor de turistas, tendo sido o país que mais contribuiu para o grande incremento no turismo mundial. Depois de uma evolução de 7% até agosto, a OMT tinha apontado para um crescimento anual de 4,5% a 5%. No entanto esta projeção acabou por ser revista, devido à forte aceleração do turismo até outubro, especialmente face aos resultados dos destinos da Europa meridional e mediterrânea, Norte de África e Médio Oriente.

 

Para este ano, o secretário-geral da OMT prevê um aumento de 3% a 4% nas chegadas internacionais, em linha com estimativas da organização até 2030. Atualmente, a indústria turística representa 10% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, é o terceiro setor exportador no mundo, empregando 1 em cada 10 pessoas, de forma indireta ou indirecta. O secretário-geral sublinha que “o setor deve beneficiar todos”.

 

O crescimento sustentável do turismo pode trazer oportunidades como o bem-estar económico e de desenvolvimento, mas também numerosos desafios relacionados com segurança, alterações nos mercados, digitalização e limites dos recursos naturais, explica Pololikashvili. O secretário-geral tem como objetivo o reforço as alianças entre os setores público e privado, o fomento do emprego de qualidade e das oportunidades para todos, o domínio da tecnologia e da inovação e a promoção da sustentabilidade e da luta contra as alterações climáticas.

 

Fonte: Jornal Económico