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Um país de Bandeiras Azuis

Bandeira Azul 2018
Por JoÁ£o GALVÁƑO hÁ¡ 7 anos

Em cerca de 1000 km de costa, temos em 2018 mais de 300 praias merecedoras de Bandeira Azul. Dá mais de 1 praia excelente a cada 3 quilómetros

 

Num país pequeno, mas com metade das fronteiras viradas ao mar, este número é mais um orgulho para juntar à lista. E se considerarmos as ilhas da Madeira e dos Açores, todas elas afinal feitas de costa, é fácil concluir que quem quer realmente passar as férias na praia é a Portugal que tem de rumar.

À esquerda a Praia Grande de Porto Covo, e à direita a Praia do Carvalhal, do Município de Odemira, ambas na Costa Alentejana

 

Este ano, como sempre, o número das praias de qualidade reconhecidas com Bandeira Azul é imenso: 332 nas praias (mais de 55% da totalidade das praias portuguesas), 18 em portos de recreio e 7 Bandeiras premiando embarcações eco-turísticas. 

À esquerda, a Praia Fluvial de Loriga, na Serra da Estrela, e à direita a Praia do Osso da Baleia, no Município de Pombal

 

Este ano o Programa Bandeira Azul trabalha o tema O Mar que Respiramos, uma vez que 50% do dióxido de carbono lançado na atmosfera é absorvido pelos oceanos e 70% do oxigénio da Terra é produzido pelo plâncton marinho. O papel das florestas marinhas é fundamental: são as algas mais pequenas que, literalmente, nos dão o ar que respiramos.

À direita, a Praia de Ponta Delgada, na Ilha da Madeira, e à esquerda a Praia da Vieirinha, em Sines, na Costa Alentejana

 

O caminho de uma feliz e continuada permanência da vida na Terra, como a que temos conhecido até agora, passa muito pela educação ambiental e pela adoção de comportamentos mais racionais e eficientes na utilização de recursos. Mais do que nunca, frente às mudanças climáticas que estão definitivamente aí, é necessária uma educação para a a conservação, proteção e melhor gestão do todo ambiental, que começa nas florestas terrestres e terminar no grande mar.

À esquerda, a Praia Azul, na Zona Centro, e à esquerda, a Praia da Ingrina, em Vila do Bispo, no Algarve

 

As cerimónias oficiais do hastear das primeiras Bandeiras Azuis de 2018 decorreram ao longo do mês de junho: no dia 1 na Zona Centro, na praia Torreira do concelho da Murtosa, dia 4 na praia fluvial de Monsaraz, no Alentejo e dia 19 na Zona Norte, na marina de Gaia.

À esquerda, a Praia do Tonel em Vila do Bispo, Algarve, e à direita, a Praia Fluvial da Tapada Grande, na costa próxima de Mértola, Alentejo

 

As praias estão divididas por Zonas e Categorias: Norte, Centro, Tejo, Alentejo, Algarve, Açores e Madeira. As categorias são praias costeiras, praias fluviais, marinas e portos de recreio e embarcações eco-turísticas. Algumas são praticamente urbanas, a outras a viagem implica passagem por floresta ou planície que são por si um excelente aperitivo antes da chegada ao destino aquático.

À esquerda, a Praia da Mata, na Costa da Caparica, zona da Grande Lisboa, e à direita, Praia da Lagoa de Albufeira, entre Lisboa e Sesimbra

 

Portugal é pequeno país mas, devido à sua situação geográfica, tem na sua curta costa largas variações térmicas nas águas, das frescas do Norte até às mornas do sul algarvio, mais Mediterrâneo que Atlântico. E as estas temos que juntar as específicas das ilhas, e as fluviais, muitas vezes mais termais que recreativas.

À esquerda, piscinas artificiais do Varadouro, cheias com água da maré, na Horta, na Ilha do Faial, Açores, e à direita a Praia do Castelejo, no Algarve

 

Cada praia, seja costeira seja fluvial, é sempre o início de uma longa e produtiva viagem pela cultura local. Há sempre arquitetura, gastronomia (riquíssima e tradicional gastronomia de peixe e outros frutos do mar ou rio), tradição e etnografia de quem vive, desde sempre, da faina marítima ou fluvial. 

 

No site www.bandeiraazul.abae.pt é possível consultar a ficha de cada uma das praias e dos sítios distinguidos com a Bandeira Azul em 2018: para além de algumas fotografias, existe uma pequena memória descritiva do local e as coordenadas geográficas para lá chegar. 

 

Imagens do site da organização