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Boom Festival, uma celebração da vida

Boom Festival
Por JoÁ£o GALVÁƑO hÁ¡ 7 anos

Se calhar a descentralização tem que ser feita é desta forma: queres ir a um acontecimento único? Tens que ir bem para o interior, que valerá o esforço!

 

O Boom traz milhares de jovens (uns de corpo, outros só de espírito) a Idanha, o interior mais interior que se possa imaginar, para passar uma semana como se não passa em lado algum.

 

É um Festival bianual, e tão mais para além disso: é a grande reunião da tribo, universal e ecuménica, de gente de todas as idades, géneros e credos. É o festival de verão na sua quintessência, quer por não dever nada a ninguém – não vende o seu sobrenome a marca comercial alguma e por isto não há qualquer tipo de poluições visuais nem sonoras publicitárias -, quer porque não é de todo feito apenas de música. É claro que esta é omnipresente, especialmente todos os tipos de transe, mas o Boom traz sempre consigo arte e artistas, exposições, palestras, workshops, com a antropologia, a espiritualidade e a inteligência emocional como temas principais.

 A interculturalidade é a linha mestra do Boom. Vem gente de todo o mundo – o Boom é um dos mais conceituados festivais de transe e electrónica ao nível global e tem embaixadores relevantes em 54 países – e quando na Idanha não há nações, há apenas uma tribo unida contra qualquer tipo de estereótipo.

Claro que este estado de espírito dita logo à partida quem vamos encontrar no Boom, e como este público pode ser distinto de todos os outros públicos da maioria dos outros festivais de verão.

O festival não tem uma data certa, ano a ano. É a semana de lua cheia, calhando em julho ou em agosto, que dita quando é o Boom em cada ano. É assim desde 1997, quando o interior português viu o Boom pela primeira vez.

Em 2004 o festival começou a levar a ecologia a peito, tentando causar uma pegada ecológica mínima durante o seu decorrer. As casas de banho não usam químicos, o tratamento das águas é operado via biotecnologias, são usadas energias solar e eólica, e este ano o visitante, para além de deixar o plástico no respetivo ecoponto, pode mesmo usufruir de uma peça imprimida via 3D, obtida com o produto plástico reciclado.

Em setembro de 2016 o Festival adquiriu o seu próprio terreno de modo a conseguir fazer deste a sua própria e mais eficaz gestão. Para esta nova ‘Boomland’ estão previstos polos culturais e de bem estar, um cuidado plano ambiental e plantação ou preservação de áreas florestais.

 

O programa é imenso, pode, e deve, consultá-lo todo aqui.

 

Festival Boom

22 a 29 de julho, na semana de lua cheia

Lago de Idanha-a-Nova

Castelo Branco

A cerca de 2.30h de Lisboa

 

Imagens retiradas do site do evento

Última foto por Pierre Ekman