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Portugueses optam cada vez mais por comer em restaurantes

Consumidores Portugueses
Par Inês ALMEIDA Il y a 3 ans
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Consumidores portugueses estão a consumir menos em quantidade mas melhor em qualidade

 

Comer fora é cada vez mais uma prática comum para os portugueses. No ano passado as compras de supermercado diminuíram 2,7% em volume, o que significa que “os portugueses estão a privilegiar, cada vez mais, o consumo fora de casa”. Os dados da 6ª edição do ‘Marcas + Consumidores’, uma parceria da Centromarca com a Kantar Worldpanel, mostram que os portugueses foram mais vezes às compras em 2017 (crescimento de 0,4% na frequência), mas compraram menos coisas, gastando menos no supermercado.

 

O segmento da alimentação em casa é mesmo “o setor mais afetado no último ano”. No entanto, apesar dos portugueses estarem a comprar menos, estão a gastar mais simultaneamente. O preço médio das compras das famílias aumentou 3,4%, segundo os dados do estudo. Esta evolução resulta de um “efeito conjugado da inflação, apesar de pouco significativa, ainda, com as opções de compra de cada um”, explica Pedro Pimentel, diretor-geral da Centromarca.

 

“A inflação existe mas é, ainda, relativamente baixa – 0,7% nos produtos alimentares, segundo o INE -, o que se nota é que, com a maior disponibilidade de rendimentos, os portugueses estão a escolher produtos de gamas superiores e com preços mais elevados”, acrescenta Pedro Pimentel.

 

É nas faixas acima dos 50 anos, especialmente nos seniores, que se nota o maior aumento no número de idas às compras. Os consumidores dos 50 aos 64 anos são os que mais vezes vão aos super e hipermercados, com um peso de 38,1%, seguidos pelos seniores com mais de 65 anos e 24,1% nas ocasiões de compra.

 

Esta quebra de consumo é especialmente notória a nível alimentar. Verificou-se uma redução em volume de 60% nas categorias de alimentação, com especial destaque para as bebidas açucaradas, afetadas pela nova taxa sugar free. “Nota-se que as famílias consomem com maior cuidado e que há, cada vez menos, sobras nos frigoríficos e nas despensas. Diria que há um afinar de quantidades”, conclui Pedro Pimentel.

 

 

Fonte: Dinheiro Vivo

Photo Credit: Notícias ao Minuto